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Cogumelo Lion's Mane (Juba de leão)




Efeito anti-demência com o cogumelo Juba de Leão (hericium erinaceum) e a sua aplicação clínica


Os cogumelos Medicinais têm sido um tema quente, junto dos “media” nestes últimos anos, embora alguma informação acerca dos mesmos, não tenha sido algumas vezes, dada com base científica. Muitos dos estudos da eficácia dos cogumelos medicinais, que estão disponíveis ao público, são baseados em experiências com animais (principalmente em ratos), ou em células de cultura. Nestes casos, a bio-actividade dos extractos de cogumelo, não poderá ser sempre relacionada com a sua eficácia, quando administrados ao homem – tanto oralmente como injectado.

A nossa pesquisa dos componentes do Lion’s Mane (Hericium erinaceum) e as suas actividades biológicas em células de cultura, deixam concluir que têm uma efectividade muito positiva na demência, tanto em resultados laboratoriais como em resultados nos humanos. Neste artigo, apresentaremos resultados, tanto de laboratório como na sua aplicação clínica.

Tratamentos convencionais da doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é sumariamente um distúrbio do envelhecimento, em que os indivíduos ficam agitados e com falta de discernimento, com profundas perdas da função cognitiva.

Cerca de 1 em cada 10 pessoas acima dos 65 anos, e 5 em cada 10 pessoas acima dos 85 anos, são afectadas por esta enfermidade. Esta doença é caracterizada biologicamente pela morte dos neurónios no cérebro frontal, hippocampus e córtex cerebral.
O tratamento mais convencional para a doença de Alzheimer, é tratar os sintomas causados pela morte dos neurónios colinérgicos.
São quatro os medicamentos aprovados pela FDA (organismo que regula os medicamentos nos Estados Unidos), e que estão presentemente no mercado, e têm como função, potenciar a neurotransmissão das sinapses colinérgicas. Estes medicamentos são: Aricept da Pfizer, Exelon da Novartis, Reminyl da Janssen e o Cognex da First Horizon. Contudo, nenhum destes produtos, revertem os danos causados à função cognitiva. Eles simplesmente atrasam a sua deterioração. Recentemente, uma droga chamada “Memantime”  produzida pela Forest Laboratories, foi aprovada pela FDA. O “Memantime” funciona, bloqueando o receptor do neurotransmissor do glutamato, cuja super actividade poderá ser responsável pela neurotoxicidade da doença de Alzheimer. No entanto, o seu efeito benéfico é só temporário.

Indutores para o factor de Sintetização do Nervo do Crescimento (in vitro)

Uma das maiores descobertas para o estudo do tratamento da doença de Alzheimer, consiste na procura dos agentes que possam estimular a produção do Factor do Nervo do Crescimento (NGF) no cérebro. O NGF faz parte da família de proteínas que tem um papel muito importante na manutenção, sobrevivência e regeneração dos neurónios, durante a vida adulta. A sua falta no cérebro adulto dos ratos conduz ao aparecimento da doença de Alzheimer.

Este NGF (factor do Nervo do Crescimento) não pode por si só ser, administrado oralmente, para a regeneração do tecido do cérebro, uma vez que não consegue atravessar a barreira da corrente sanguínea cerebral. Se se conseguir obter uma substância bio-activa com um peso molecular muito baixo, de maneira a que possa penetrar essa barreira, e induzir a sintetização dessa hormona dentro do cérebro, tal substância poderá ser tomada oralmente para prevenir essa doença. Mesmo que essas substâncias não consigam passar essa barreira, a estimulação da produção dessa hormona de crescimento (NGF) será sempre benéfica nas disfunções do sistema nervoso periférico, uma vez que o factor do nervo do crescimento (NGF) tem um efeito semelhante nos neurónios da periferia.

Levámos a cabo desde 1991, um estudo que promovesse a síntese dos agentes existentes nos cogumelos medicinais, que estimulassem este nervo (NGF). Descobrimos neles uma classe de alcoolbenzyl e derivados de crómio no cogumelo Lion’s Mane (Juba de Leão), chamados hericenones C-H que estimulam a produção da hormona do crescimento nas células cerebrais de cultura de ratos. Subsequentemente, descobrimos outro grupo de derivados de ciatanos, retirados do mesmo cogumelo, chamados erinacines A-I que também induzem a produção do NGF.

Estudos clínicos com o cogumelo Lion’s Mane (Juba de Leão) em doentes com demência

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Por conseguinte, o cogumelo Lion’s Mane, contém pelo menos 2 tipos de substâncias – as hericenonas e as erinacinas – que estimulam fortemente a síntese do NGF in vitro. Ambas substâncias, podem potencialmente atravessar a barreira dos vasos sanguíneos do cérebro. A questão agora coloca-se, se estas substâncias terão a sua actividade quando tomadas oralmente por doentes humanos.

Para responder a esta questão, foi feito um estudo num hospital de reabilitação em Guma no Japão, com 50 doentes. Todos estes pacientes eram idosos e sofriam de doenças cerebrovasculares, doenças ortopédicas degenerativas, Parkinson, degeneração espino-cerebral, diabetes, doenças da coluna vertebral ou síndrome de Alzheimer. Sete destes pacientes sofriam de diversos tipos de demência. Os pacientes deste grupo tomaram 5gr de Cogumelo Lion's Mane, em pó, por dia, na sopa, durante 6 meses. Todos os pacientes foram avaliados antes e depois do tratamento. Medindo a sua Independência Funcional (FIM), que se traduz na sua capacidade de comer, vestir, andar, etc, e também as suas capacidades perceptuais (compreensão, comunicação, memória, etc).

Os resultados deste estudo preliminar mostrou que após 6 meses de tomarem o cogumelo Lion's Mane, 6 de 7 doentes com demência, demonstraram ter melhorias nas suas capacidades perceptuais, e todos os sete tiveram melhorias na sua Independência  Funcional.

Outros ensaios clínicos estão a ser implementados neste momento, para uma maior evidência dos resultados deste tratamento com este cogumelo.

Até agora, as pesquisas com os cogumelos medicinais incidiram primeiramente ao nível anti-cancerígeno e fortalecimento do sistema imunitário. Os primeiros estudos evidenciados acima acerca do cogumelo Lion's Mane sugerem que este cogumelo poderá ter um papel muito importante na regeneração dos tecidos do cérebro. Claro que mais investigação vai ser necessária para aprofundar mais essa potencialidade.


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