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Três sinais de alerta que requerem ação: Olheiras, mau hálito e boca "pastosa"


 

Boca pastosa, olheiras, mau hálito. A triste realidade é que esses males nunca vêm sozinhos.

As pessoas que os têm também sofrem, geralmente de fermentação intestinal, gases e barriga inchada após as refeições, icterícia, náuseas, dores de cabeça, ondas de calor e insónia entre a uma e as três horas da manhã.

E isso não é bom. De acordo com a Naturopatia, que procura restaurar a saúde reequilibrando o estilo de vida, esses sinais são sintomas de falta de bílis, o que pode ter sérias implicações a longo prazo.

Os naturopatas propõem soluções naturais para estimular a produção da bílis. Agora vou explicar, mas primeiro deixem-me explicar o que é exactamente a bílis.

A bílis: um liquido inteligente e eco responsável


A bílis é um dos produtos mais inteligentes que são produzidos pelo corpo. Fabricado pelo fígado à base de resíduos obtidos a partir do sangue. Com efeito, o sangue está carregado de bactérias, toxinas alimentares, álcool, micróbios, células mortas, amoníaco, resíduos de fármacos, pesticidas e hormonas já usadas e degradadas pelo organismo. O fígado recupera tudo (até 100% das impurezas, quando trabalha adequadamente) e o decompõe graças às enzimas.

Em seguida, retira esses resíduos e envia-os ao aparelho digestivo num líquido chamado bílis. E esta bílis, longe de ser inutilizado, desempenha um papel crucial na digestão, encarregando-se de quebrar as gorduras em pequenos pedaços, para que possam ser absorvidas pelo intestino.

Se se situar na saída do estômago, no lugar por onde a comida carregada de gordura passa para o intestino, veria um fluxo de bílis que converte estas gorduras em espuma (emulsão), como o líquido de lavar louça.

O alimento indigesto, pesado e gorduroso torna-se leve, de forma que pode viajar com tranquilidade através do intestino e todos os nutrientes bons podem ser assimilados pelo sangue.

Finalmente, uma vez que o fígado também usa o colesterol para produzir ácidos biliares, uma produção generosa de bílis acarreta uma diminuição no nível de colesterol no sangue.
Isto é o que acontece quando o fígado funciona correctamente e  a secreção de bílis é abundante.

Quando o fígado não funciona bem


Infelizmente, se o fígado funciona mal e não produz bílis suficiente, surgem os seguintes problemas:

  1. As toxinas do sangue não podem ser evacuadas adequadamente. Se estagnarem no organismo e mo fígado, o que pode chegar a provocar uma série interminável de doenças tais como alergias, asma, doenças auto-imunes, depressão, doenças cardíacas, obesidade, fadiga crónica e até mesmo cancro, entre outras.
  2. Aumenta o nível do colesterol.
  3. A digestão é alterada e causa dores de estômago, náuseas, enxaqueca depois de comer, a boca pastosa, mau hálito, pele e olhos amarelos, olheiras e insónia.
  4. A bílis situa-se numa bolsa que há entre o fígado e o intestino, a vesícula biliar. Engrossa, e os detritos começam a acumular-se para formar pequenos cálculos (pedras) que vão aumentando pouco a pouco de tamanho. Com o passar do tempo, a vesícula torna-se preguiçosa e o desvio da bílis no intestino diminui ainda mais. Alguns cálculos (pedras) saem da vesícula e ficam presos nos canais, provocando muitas dores. Neste ponto, a extracção da vesícula biliar é a única solução.

Se tiver os sintomas acima mencionados, tem quatro razões de peso para se preocupar de imediato com o funcionamento do seu fígado. Assim poderá prevenir muitas doenças, a digestão será reposta, irá se livrar de todos os problemas causados pela má digestão de gorduras e, finalmente, evitará a formação de cálculos biliares e irá economizar uma operação cirúrgica.

Estimular o funcionamento do fígado e a secreção biliar


A primeira planta a tomar é a alcachofra.

Tem sido demonstrado que a alcachofra tem a capacidade de aumentar a produção de bílis, na medida em que está contra-indicada em casos de obstrução das vias biliares, porque estimula a secreção que pode causar problemas sérios.

Conhecida desde a antiguidade pelos seus efeitos sobre a digestão, a alcachofra é um componente que entra em muitas preparações tradicionais da medicina europeia destinadas a estimular a produção de bílis. Em meados do século XX, uns Italianos isolaram da alcachofra um composto a que chamaram cinarina e que foi empregue até à década de 1980 tanto para estimular o fígado e a vesícula biliar como para reduzir os níveis de colesterol. Posteriormente, a cinarina foi substituída por medicamentos sintéticos.

Como tomar a alcachofra?

Tradicionalmente, os produtos de fitoterapeutas à base da alcachofra, apresentavam-se na forma de folhas frescas ou secas, em sumo espremido da planta inteira ou em diferentes extractos líquidos ou sólidos.

Hoje em dia podem-se encontrar extractos padronizados com 5% de concentração de cinarina e extractos secos de folhas de alcachofra em comprimidos ou cápsulas.

De acordo com uma pesquisa realizada em 454 indivíduos e também segundo um estudo duplo-cego placebo em 244 pacientes, o extracto de alcachofra (640 mg por dia em duas doses) alivia o desconforto da digestão que estão ligados a um mau funcionamento do fígado e da vesícula biliar.

Outra série de estudos de grande alcance demonstrou que a alcachofra reduz os problemas digestivos, sem causar efeitos indesejados.

Coma legumes amargos


As substâncias amargas, como as da alcachofra, da endívia, dos espinafre, do dente de leão, da rúcula e do cardo mariano são usadas em fitoterapia para tratar os problemas da bílis.

O extracto de raíz de gengibre estimula a producção de bílis


A raiz de gengibre tem sido muito utilizado para ajudar na digestão. Há centenas de receitas tradicionais chinesas que tentam compensar os efeitos dos ingredientes potencialmente tóxicos.

A raiz de gengibre contém monoterpenóides, sesquiterpenóides e gingerols, todos eles com propriedades altamente antioxidantes que ajudam o fígado a fazer o seu trabalho de decomposição das toxinas.

Várias experiências têm demonstrado que o gengibre aumenta o nível de enzimas de colesterol-7-hidroxilase, que estimulam a transformação do colesterol em ácido biliar, diminuindo assim o nível de colesterol no sangue e aumentando a secreção da bílis.

O gengibre pode ser adicionado a praticamente qualquer prato ou bebida que pode imaginar. Não é caro, pode ser conservado por várias semanas na geladeira e pode, com o ralador, dar sabor a qualquer refeição. O seu sabor é muito agradável e fresco, e as suas propriedades vão além da produção de bílis.

Fabrique um pouco mais de bílis.


Estas dicas devem ajudar o seu organismo a produzir mais bílis, no caso de precisar. A sua saúde e bem-estar serão favorecidos em todos os aspectos.

Sugerimos os seguintes produtos fitoterapêuticos:






À Vossa Saúde!!!

Texto original: Juan-M.Dupuis
Tradução e adaptação: Eugénia Gomes

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