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Os problemas da acidez do organismo



O sangue é um soluto que tem um equilíbrio ácido-base que não pode varia senão em limites mínimos  sob pena de desequilibrar todo o funcionamento do organismo . Ora, para isso contribui em primeiro lugar uma alimentação devidamente balanceada e natural.

O chamado pH.

Este equilíbrio ácido-base designa-se pelo símbolo pH para indicar o grau de acidez ou alcalinidade, em que "p" é igual a potencial e "H" é igual a hidrogénio. A reacção normal ácido-base do meio interno (sangue e linfa) é ligeiramente alcalina, com um pH=7,4. Quando o pH se altera, dá-se um desequilíbrio no sentido da acidez ou da alcalinidade.
Existem no organismo normal mecanismos reguladores capazes de compensar as variações da acidez ou da alcalinidade, para que o pH se mantenha dentro dos limites normais, que vão de 7,30 a 7,45. Mas em determinadas condições pode aparecer uma descompensação que provoca no organismo um estado de acidose ou de alcalose.

A acidez e a alcalinidade corrigidas pela alimentação

A acidez ou a alcalinidade poderão ser corrigidas pelo balanceamento alimentar. A alcalinidade humoral é uma condição primordial  da vida dos tecidos do organismo e da sua resistência às infecções. O sangue dos indivíduos saudáveis é ligeiramente alcalino. Verifica-se que a urina é de reacção ácida quando a alimentação ingerida é rica em proteínas, gorduras e amidos e é de reacção alcalina quando há predomínio de frutas, legumes verdes, hortaliças ou vegetais.
Portanto, a influência de um alimento sobre a reacção da urina permite classificá-lo como acidificante ou como alcalinizante. 
A alimentação vulgar ou comum, sobretudo aquela que consideramos "junk food", tem uma acção fortemente acidificante do meio interno, pois contêm geralmente uma percentagem elevada de elementos ricos em proteínas, em gorduras, amidos e açucares, composta essencialmente de: carnes, peixes, ovos, queijos, manteiga, margarina, banhas, óleos vegetais altamente saturados, toucinhos de carnes processadas, bem como pão branco, açúcar branco, massas e pastas provenientes de cereais descortiçados e polidos.
As frutas, os vegetais e os cereais integrais têm uma acção alcalinizante devido à sua riqueza em sais minerais, mas geralmente estes produtos não são consumidos pelas pessoas e, se porventura o são, são-no sempre em doses muitos limitadas para as necessidades reais do organismo. 

Desta maneira, o organismo é obrigado a ceder as suas bases alcalinas e as reservas de sais minerais para neutralizar os ácidos e manter  a alcalinidade humoral dentro dos limites normais.
Isto pode conduzir às desmineralização do organismo, originando o artritismo básico com o seu cortejo de doenças de origem artrítica, como a artrose, artrite reumatóide, osteoporose, cárie dentária, reumatismo, anemia, etc...
A acidificação pode ainda provocar perturbações tróficas e afecções da pele, das mucosas e das vias respiratórias, podendo aparecer eczema  urticaria, impetigo, estrófulo, albugo, otite, sinusite, anginas, bronquite, asma e outros estados patológicos. 
É preciso saber que as frutas acidas têm uma acção alcalinizante. O ácido cítrico existente nos limões, laranjas, morangos, ananás, groselhas, etc..., está combinado com sais alcalinos, formando os chamados CITRATOS. Estes são absorvidos pelo tubo digestivo e depois decompostos pelo organismo; a parte ácida é eliminada pelos pulmões sob a forma de gás carbónico, ficando a parte mineral, que, ao ser eliminada pelos rins, alcaliniza a urina. Além do ácido cítrico existem outros ácidos, nas frutas e nos vegetais, como o ácido tartárico nas uvas e o acido málico nas maçãs, damascos, cerejas, pêras, ameixas, marmelos, tomates, cenouras, etc. este ácido encontra-se geralmente combinado formando bases alcalinas, tais como: malato de cálcio, de potássio, de magnésio, etc.
Os frutos possuem, como sabemos, os seus açucares naturais, vitaminas e a chamada água metabólica, o que lhes confere um notável poder terapêutico natural em muitos estados patológicos, desenvolvendo uma acção fortemente desintoxicante, estimulando a nutrição, intensificando a eliminação de resíduos do metabolismo, opondo-se à formação de novos resíduos e contribuindo assim para manter o organismo em bom estado de saúde.
Igualmente os vegetais têm a mesma função orgânica, que é a regularização do equilíbrio ácido-base do organismo. 


A ingestão diária deste alimentos é não só útil a todos os indivíduos normais ou saudáveis, mas é imprescindível aos doentes, principalmente àqueles que estão  atingidos de acidez sanguínea, como os reumáticos, os gotosos, arteriosclerosos, obesos, diabéticos, renais, cardíacos, infecto-contagiosos, cancerosos, etc..., para os quais os frutos e os vegetais, especialmente os seus sumos, são um verdadeiro soro alcalino, vivo e nutritivo, perfeitamente assimilável e com uma poderosa acção alcalinizante.


Alimentos essencialmente ácidos

  • Todos os alimentos que contenham carne e peixe, como croquetes, rissóis, caldos de carne, pasteis, etc.
  • As nozes e os amendoins.
  • As leguminosas secas (feijão, grão, ervilhas, lentilhas, favas, sojas, etc.)
  • Todos os cereais refinados (farinhas brancas, arroz branco, massas, pastas, etc.)
  • O açúcar branco industrial.
  • Café, chá preto, chocolates, todos os doces de pastelaria, clara de ovo e compotas com açúcar branco.
  • Gorduras de animais e todas as margarinas sem excepção.
  • Queijos curados e amanteigados.
Nota: A manteiga crua ou as natas frescas, em pequenas doses, para as pessoas saudáveis são neutras.

Estes alimentos poderão entrar na alimentação diária dos adultos saudáveis na proporção de 1/4. Alguns devem mesmo ser abolidos por completo, como por exemplo as margarinas, maioneses industriais, o açúcar branco, chocolates, gorduras animais, bolos de pastelaria, caldos de carne, etc...

Nota: São particularmente acidificantes e altamente nocivos para todo o organismo, mesmo para as pessoas saudáveis, as seguintes substancias: 
  • Vinagre, pickles, ketchup.
  • Limonadas artificiais e outros refrigerantes e sodas em geral (ice-tea, coca-cola, 7-up, etc...)
  • Medicamentos químicos, ou seja, os fármacos em geral.

A acidificação também pode aumentar pela acção de factores susceptíveis de enfraquecer e intoxicar o organismo: fadiga, excessos de qualquer ordem ou natureza, choques emocionais e, especialmente o tabaco, as bebidas alcoólicas e as drogas (cocaina, heroina, etc...)


Alimentos essencialmente alcalinos

  • Todos os frutos frescos, incluindo os frutos ácidos.
  • Todos os legumes verdes, hortaliças e vegetais (excepto azedas, ruibarbo e acelga).
  • Batatas (estufadas, assadas com casca ou cozidas a vapor)
  • Todos os cereais integrais e suas farinhas, desde que sejam de cultura biológica, em doses moderadas (arroz integral, flocos integrais, etc...)
  • Pão integral sem fermento industrial
  • Iogurte, requeijão, coalhada e queijo de fresco essencialmente de cabra.
  • Gema de ovo crua
  • Amêndoas e pinhões

Os alimentos indicados devem constituir 3/4 da alimentação diária dos adultos e principalmente dos doentes.
Assim, poderemos adoptar a seguinte regra de balanceamento ou equilíbrio alimentar, usando na ração diária a seguinte proporção de nutrientes:

 - Seis partes de hortaliças, vegetais ou seus sumos.
 - Duas partes de frutas ou duas frutas ou seus sumos.
 - Uma parte de proteinas ou prótidos (de preferência entre o leite coalhado ou queijo fresco)
 - Uma parte de carbo-hidratos ou hidratos de carbono (amidos, glícidos e lípidos).

Esta regra transformou-se em 80% dos alimentos de origem alcalina e 20% dos de origem acida, proporcionando o tal equilíbrio ácido-base, ou seja, o pH no organismo.
Com esta regra o leitor a qualquer momento pode corrigir a sua alimentação no sentido de encontrar esse equilíbrio  que pode ser detectado medindo-se o grau de acidez da urina e da saliva, através uma fita reagente, devidamente preparada para o efeito, que geralmente todos os naturólogos ou médicos naturistas possuem para indicarem aos pacientes o seu grau de acidez ou alcalinidade correctos.



Fonte de informação deste texto: Guia Prático da Alimentação Saudável e da Terapêutica Natural. Autor: Melo, Manuel R.C. (ND. HD. AD.)



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